Segurança Corporativa: Fraudes e como evitá-los?

Em empresas preocupa-se muito com fraudes externas, ou seja, de pessoas que não fazem parte da empresa. Mas as fraudes podem ser cometidas por funcionários e colaboradores de qualquer cargo de diferentes níveis de importância dentro da própria empresa.


Sabendo de tais fraudes, conhecidas como fraudes ocupacionais, empresas se preocupavam em controlar eventuais desvios financeiros, por funcionários de quaisquer níveis.


De acordo com a Guia de Segurança Corporativa da OAB/SP:


“Fraudes Ocupacionais podem ser consideradas as de maior impacto nas organizações, pois elas ocorrem, em sua maioria, de forma muito estruturada. Muitas vezes, caracterizam o que se chama de formação de quadrilha, pois são perpetradas por coação e conivência de vários participantes. As fraudes cometidas por colaboradores sempre impactam de forma significativa na imagem organizacional e, principalmente, no bolso dos sócios e acionistas que, quase sempre, tomam conhecimento dos prejuízos em momento tardio, o que impede o desenvolvimento de medidas capazes de recuperar os valores subtraídos. Fraudes Ocupacionais são as que realmente produzem os grandes escândalos internacionais e que, em muitos casos, são capazes de levar empresas à falência, independente do porte.” (GUIA, 2015, p. 20)


As fraudes ocupacionais são cometidas por funcionários e colaboradores, ou com auxílio deles. São cometidos ilícitos e crimes econômicos empresariais, na maioria dos casos. Tais fraudes não chegam ao conhecimento do público em geral, apenas uma pouca quantidade são divulgadas.


Não se sabe ao certo a real proporção das fraudes corporativas, pois a cifra oculta (fato acontece mas não é comunidade para polícia) é maior do que é divulgado. As empresas acreditam que a divulgação podem manchar a imagem perante a sociedade, causando prejuízos a empresa.


“A Association of Certified Fraud Examiners (ACFE – Associação de Profissionais Especialistas em Fraudes Corporativas), nos últimos anos, vem divulgando números assustadores de prejuízos que as organizações vêm experimentando. Entende-se que as fraudes internas não são levadas às mídias informativas por que a maioria das empresas ainda acreditam que, ao divulgar, ocorrerão escândalos que poderão denegrir a sua imagem. É imperativo que isso mude, sem generalizar os incidentes; as organizações podem e devem considerá-los como gestão de risco e analisar o impacto que cada incidente poderá provocar, caso venha a se tornar de conhecimento público, de seus clientes, parceiros etc.” (GUIA, 2015, p. 20-21)


Medidas que evitam fraudes ocupacionais


Grande parte das empresas só descobrem fraudes depois que elas já ocorreram, e descobrem por meio de auditoria. E depois da fraude ter ocorrido fica complicado reverter os prejuízos causados por ela.


A melhor maneira de evitar as ocupacionais é com medidas preventivas. A Guia de Segurança Corporativa da OAB/SP, indica as seguintes recomendações:


  • Desenvolva um Código de Conduta Moral e Ética que possa ser operacional, ou seja, que possa ser aplicado aos colaboradores e avaliado quanto ao entendimento, aplicação e desvios. Contudo, não esqueça que o departamento jurídico deve ser envolvido, a fim de que não ocorram problemas trabalhistas;

  • Estabeleça um programa de capacitação interna que permita ministrar conhecimentos práticos sobre o que está definido no Código de Conduta, nas Políticas, nas Normas e nos Procedimentos, de forma a garantir a ciência do colaborador, sua conscientização em relação à segurança, às consequências jurídicas de seus atos e à aplicação dessas regras da organização. Tão importante quanto adquirir programas de computador com o objetivo de identificar possíveis indícios de vazamento de informações sensíveis, ou criar uma política de preservação e segurança corporativa, é “conviver” o colaborador de que ele precisa colocar em prática os regramentos da empresa e, para isso, é necessário que a capacitação interna seja didática, convincente e constante;

  • Desenvolva um Comitê de Conduta Moral e Operacional multidisciplinar que trate dos desvios de conduta, das falhas operacionais e possua total transparência interna, divulgando seu trabalho de análise, avaliação, providências, punições, etc., de forma ética aos empregados da organização;

  • Estabeleça um Programa de Esclarecimento aos Colaboradores sobre as novas medidas preventivas para a erradicação dos desvios, perdas operacionais e possibilidades de Fraudes em todos os níveis. É fundamental que todos saibam que a empresa possui preocupação e está tomando providências para reduzir as perdas de todas as espécies. Só a divulgação e a percepção de ações de combate às fraudes já inibem de forma significativa os perpetradores. (GUIA, 2015, p. 21-22)

Uma das soluções é ter a seleção de novos funcionários e colaboradores ser mais rigorosa, usando métodos de inteligência.


REFERÊNCIA:


SEGURANÇA CORPORATIVA: guia de referência / [colaboradores: Higor Jorge…] [idealização e coordenação geral dos trabalhos: Cristina Moraes; João Roberto Peres]. – Disponível em: <http://www.oabsp.org.br/comissoes2010/direito-eletronico-crimes-alta-tecnologia/cartilhas/GuiaSegCorp_OAB_042015_final_cs.pdf/download&gt; São Paulo: OAB-SP, p. 15-17, 2015. (Acesso em: 01 abr. 2016).

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